November 18, 2017

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Cloud computing: revolução e evolução

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Este seria mais um artigo sobre “Cloud isso-e-aquilo Computing”, afinal só o Google retorna hoje 1.140.000 links e 68 páginas quando a pesquisa é feita com essa expressão no Brasil. Porém, há um primeiro mito sobre a computação em nuvem a ser desfeito: apesar do hype e todo barulho que se fez e faz sobre o tema, a tal da nuvem não é tão nova quanto parece. Já em 1961, futuristas como John McCarthy previam um mundo onde teríamos a computação como um utilitário tal qual a eletricidade. No mundo acadêmico, pode-se creditar ao Dr. Ramnath Chellappa o primeiro uso e definição do termo Cloud Computing, em 1997, durante uma palestra em Dallas, EUA.

Nicholas Carr, em seu livro A Grande Mudança de 2005, traçou um paralelo entre o caminho trilhado na utilização da eletricidade no mundo moderno e o cenário atual de Cloud Computing. Ambos se tornaram um recurso em escala, padronizado e barato. O motivo é a força da tecnologia disponível e o estilo de vida da sociedade atual, que empurra a aplicação da computação para um modelo de utilitário.

Para o cidadão moderno, o tempo está cada vez mais caro e escasso. Ao mesmo tempo, o processamento e armazenamento de dados tendem a ficar mais baratos e acessíveis. Acrescente a isto um hábito de consumo de uma nova geração, que nasceu em tempos de abundância e que faz uso diário de Google, Youtube, Facebook, Twitter, Flickr e Itunes. Tudo, na nuvem deles, é sempre de graça, rápido e disponível. Que ninguém conte para eles, mas os iniciados em TI que o digam: haja recurso de TI em volume, velocidade e preço que suporte tal conveniência de acesso à informação.

Nesta sociedade, fica evidente que a demanda por recurso, percepção de custo e experiência de uso do consumidor se reflete na percepção das empresas quando o tema a ser conduzido é Cloud Computing. Tente dizer a qualquer gestor de TI, no Brasil ou lá fora, que a computação em nuvem tem que ser boa/bonita/barata e que veio para ficar. Será lugar-comum, como chover no molhado. Essa realidade corporativa, que reflete o social, pode ajudar a explicar porque a adoção da Cloud Computing corre a passos tão lentos em nossas empresas. Nada é tão fácil em TI. E esta é a típica pergunta de um milhão de dólares para qualquer CIO. É preciso considerar alguns indicadores de cenário para uma possível condução à resposta. Ou pelo menos a parte dela.

Apesar da crise econômica mundial, o Brasil aparenta ir bem quando o assunto é Tecnologia da Informação. Já somos a sétima maior economia do mundo no quesito gastos com TI. Os números são expressivos em um mercado mundial que movimenta US$ 2,7 trilhões e cresce a uma taxa anual média de 3,9%. Durante o Gartner Symposium / ITxpo 2011, realizado no mês passado, apresentou-se uma previsão de gastos com TI no Brasil em 2012 no patamar de US$ 143,8 bilhões, valor 10,1% maior do que os US$ 130,6 bilhões registrados em 2010. A taxa de crescimento anual prevista até 2014 fica na casa dos 9,9% no País.

Como de costume, o Gartner apresentou uma lista contendo as 10 tecnologias estratégicas que todo CIO deve ter no radar para 2012. As tendências aparecem divididas em três categorias: impacto na experiência Humana, Negócios e Departamento de TI. Pegando uma carona no linguajar do Direito, pedimos a devida vênia ao nosso pátrio Português e seguem abaixo os itens listados em Inglês; para que o leitor não perca a força do significado daquilo que o Gartner apontou como o Top 10 em tendências para o ano:

• Human Experience:
(1) Media tablets;
(2) Mobile-centric applications and interfaces;
(3) Contextual and social user experience.

• Business Experience:
(4) The Internet of Things;
(5) Apps store and marketplaces;
(6) Next-generation analytics.

• IT Department Experience:
(7) Big data;
(8) In-memory computing;
(9) Extreme low-energy servers;
(10) Cloud computing.

Ou seja, mais um ano e, mesmo no fim da fila, lá estava listada mais uma vez a Cloud Computing. E, não é sem razão que tal tendência aparece ali. O Gartner constata que apesar dos gastos de US$ 74 bilhões em Cloud verificados mundialmente em 2010, valor que representa apenas 3% dos orçamentos anuais, os indicadores apontam crescimento em taxa cinco vezes maior que a dos gastos gerais das empresas com TI. Até julho de 2015, esse patamar deve se fixar em 19%.

Pelos números frescos e pelo cenário apontado pelo Gartner em 2011, parece ser inexorável que, mais cedo ou mais tarde nos próximos quatro anos, venhamos a topar com o desafio de fazer algo sério e expressivo em nossa organização para a adoção de Cloud Computing. O pensador corporativo Zen do séc. 20, algo que já se tornou clichê, afirmava que a única certeza que temos é a mudança. Deixo aqui minha contribuição em pelo menos três percepções de mudança com as quais devemos nos habituar em tempos de Cloud Computing: a minha computação já não acontece só aqui, os meus dados também não estão apenas aqui comigo e, tenho a certeza, de que meu outro computador é um Data Center.

Por Sigmar Frota – Decision Report

* Sigmar Frota é diretor de Marketing e Comunicação da Globalweb

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